Publicado por: jsra | 21 21UTC agosto 21UTC 2009

Aleluia, irmão!

Ok! Desta vez não começarei com “cá estou eu de novo”. Prometo!

Hoje, na verdade, quero fazer uma reflexão antropológica. Mas é lógico que não tenho cacife pra isso, mas a gente se aventura.

Que a cidade de São Paulo é a maior metrópole brasileira isso todo mundo já sabe. Da mesma forma se compara o conhecimento tássito dos problemas desta capital paulista. Saúde, educação, segurança e transporte. Poderímos usar como pilastras essas quatro questões. Mas vamos simplificar porque não vou reclamar da cidade parecendo um velho ranzinzo. Agora, sem dúvida nenhuma, o que deixa muito nego encasquetado é a falta de bom senso da população. Quer ver?

Veja a cena: um ônibus lotado em pleno horário de pico com choque entre bundas, cotoveladas nas costas e encoxadas. Parece uma guerra. Aliás, é uma guerra. Uma guerra por um melhor conforto. A viagem já não está lá essas coisas devido a super lotação. Quando derrepente surge aquele batidão. Tum, dum. Tum, tum, dum. Tum, dum. Tum, dum, dum, dum. O engraçado que é sempre a mesma musicalidade. O que sobra de criatividade para tirar de comunicador instantâneo de computador, seriados, piadas e inglês mal falado para criar um batidão, falta a mesma essência na hora de compor a música. Tum, dum. Tum, tum, dum. Tum, dum. Tum, dum, dum, dum. De vez em quando aparece o sorrizo do Pica Pau. Héhéhéhéhéhéhéééééééééééé.

pica
Quer pagar quanto?

Tum, dum. Tum, tum, dum. Tum, dum. Tum, dum, dum, dum. Hé. Tum. Hé, tum. Hé. Tum. Héhéhéhéhéhéhéééééééééééé. Tum, dun. Tum, tum, dum. Tum, dum. Tum, dum, dum, dum… A propósito, a melhor definição para o puncadão é uma reticência.

E quando o cara dorme no ônibus com a boca aberta e a cabeça levantada e encostada em diagonal no vidro e ao levantar o cabelo da pessoa fica quadrado. Comédia! O cara está lá sonhando com a patroa e derrepende entra uma muvuca no coletivo e, consequentemente, a zona. Parece uma feira livre. É cada uma! Falta de bom senso.

E na escola: o nerd se concentra na aula enquanto os papeis voam na sala. E de vez em quando o coitado ainda leva uns ‘pedala’. “O mano, paraí, vai. Por favor. Deixa eu aprender quieto”. Tem os mais revoltados também. “Ooohhhh, filho de uma raposa com hemorróida, para com essa merda! Se jogar de novo vou dar um murro!” Falta de bom senso. Bom senso do bagunceiro, claro.

E no trabalho? Meu Deus do céu! Não tem lugar com menos bom senso do que o ambiente de trabalho. Ou será que tem? Eu até agora não vi. Quando não são as fofocas de rolam soltas, são as músicas. Aleluia! Bom, não quero entrar nesse mérito da questão porque nós vivemos sob um regime de censura. Mas que é chato é chato. Todos são diferentes e um querendo que o outro seja igual a si. Ôh perca de tempo! Só falta abrir a cabeça do peão com uma marreta e enfiar o ritmo a força pro outro também passar a cultuar. Pura falta de bom senso.

Por que sou obrigado a ouvir o que você ouve? Por que você é obrigado a seguir a religião que eu sigo? Por que você tem de dirigir como eu dirijo? Por que eu tenho que trabalhar como você trabalha? Por que eu tenho que fazer o que você faz? Por quê? Porque, por que, porquê ou por quê? Por quê?

Vejo que a maior luta do ser humano é ele ser ele mesmo para si próprio. Acho que é por isso que o grande Padre Pio dizia que nem ele sabia quem ele era. Não precisa mostrar-se aos outros. Pra que testemunhal? Testemunhal se faz com a vida, no curso do dia-dia, não de forma planejada e mesquinha. Quanto mais se mostram como são mais robotizado se mostra ser. O ser é essência, não aparência. E a essência começa pelo bom senso. Aleluia, irmão!

Publicado por: jsra | 6 06UTC agosto 06UTC 2009

Feliz dia 23!

Depois de muito tempo, cá estou eu de volta novamente de novo para escrever um post. A data escolhida para a novidade é muito especial pra mim e pra ela também. Quando digo ‘ela’ refiro à minha doçura. A Taty. A data na verdade era 23 de julho, quando completamos 4 anos de história. Mas um problema na conexão me obrigou a guardar o texto para publicar num futuro próximo. E o futuro virou presente.

Baseada em fatos reais

Baseada em fatos reais

Bom, hoje completamos 4 anos de história e essa mocinha é muito especial, um anjo de Deus nessa minha vida pacata e preguiçosa. E neste dia quero usar dois ofícios que gosto muito a fim de mandar um recado pra essa – como diz a tia Zê – gatinha!  Bem lembrado! Na verdade são dois ofícios e uma mídia, que, claro, é este quase blog. Eita! Faltou dizer quais são. Que escritor, blogueiro e jornalista sem diploma retardado! São eles, a música e a escrita. Boa viagem! 

Esta semana me peguei pensando em qual surpresa poderia fazer neste dia 23 de julho. O pensamento veio quando eu dirigia. E como poucas vezes acontece, ela não estava ao meu lado, no banco do passageiro. A avenida estava livre, sem trânsito e eu guiava sem pressa. Parecia cidade de interior. A troca de marcha e a atenção no trânsito não me impediram de ouvir, com concentração, as músicas que eram transmitidas pela Nova Brasil FM. Tudo isso sem deixar de pensar na surpresa que faria a amada. Até que um rif de violão bastante conhecido soa nos auto-falantes. A paleta se choca com as cordas, que por sua vez, entoa um Lá menor (Am). Em seguida o vocalista canta o início da música.

            - Olhos fechados pra te encontrar. Não estou ao seu lado, mas posso sonhar. Aonde quer que eu vá levo você no olhar. Aonde quer que eu vá…, aonde quer que eu vá…

 

Isso mesmo. É a música “Aonde quer que eu vá”, dos Paralamas do Sucesso. Diga-se de passagem, essa banda tem um excelente músico, o baterista João Barone, que é uma referência para esta pessoa que vos escreve. O cara toca muito! A letra expressa o que sinto. Aonde quer que eu vá levo você. Levo um sentimento que não quero que se apague porque sei o quando ele é verdadeiro e recíproco, apesar das diferenças. O grande desafio do amor é, além de expressá-lo quando está perto, é vivenciá-lo quando está longe. Por isso que te levo comigo aonde quer que eu vá. Porque sei o quando és importante e como sua simplicidade me faz viver o céu aqui na Terra.

           

            - Não sei bem ao certo se é só ilusão, se é você já perto, se é intuição. E aonde quer que eu vá… Aonde quer que eu vá…

 

Ilusão, meu sentimento? Bom, o dicionário online define ilusão algo como “engano dos sentidos ou pensamento”; “que se afigura ser o que não é”; “quimera”; “esperança irrealizável”. Não! De fato não é ilusão! Seguindo com o carro na avenida e ouvindo a canção começo a editar um vídeo de 4 anos de história em pouco mais de 4 minutos. É como se passasse um filme em minha cabeça. Desde o dia 23 de julho de 2005 até hoje. Ou melhor, até semana passada. Quantas histórias! Quantos momentos! São passeios, cinemas, teatros, retiros, igrejas – o plural se refere às participações, não às inumeras doutrinas -, quermesses, amigos, pizzas, risos, choros, alegrias. Tudo no plural. Para ilustrar, teve um dia, inclusive, que dei a ela uma rosa pela primeira vez. Que sorriso lindo ao receber o presente! Um gesto pequeno e que, sinceramente, não vejo muita graça porque a flor ia murchar. Mas ela não vê assim. Foi um sorriso tão lindo! Teve uma piadinha sem graça depois. Mas tudo bem. O importante foi sua felicidade. Que assim continuemos: felizes! 

Bonitona, né!

Bonitona, né!

            - Longe daqui, longe de tudo meus sonhos vão te buscar. Volta pra mim vem pro meu mundo. Eu sempre vou te esperar…

 

Diz a Palavra de Deus que somos sonhados por Ele desde o ventre materno. Sonhos. Minha viagem no carro é um grande sonho.  Sonho no sentido figurado, uma imaginação. Certa vez o Dunga, não o técnico, mas o missionário da Canção Nova, disse que quando pequeno, o pai dele falava-lhe: “filho, sonha. Sonha e sonha alto!”. O sonho que tive já realizei: estar com você. O próximo sonho agora é… bom, é dom Deus. E Ele sabe o tempo certo.  Se tiver a buchechinha dela já vai ser lindinho(a)!

 

Só sei de uma coisa: aonde quer que eu vá levo você!

 

 

Amo-te e feliz dia 23,

Your baby!

Publicado por: jsra | 19 19UTC junho 19UTC 2009

Menos uma categoria mais 2mi brasileiros

O jornal O Estado de S. Paulo publicou, em maio de 2009, com informações extraídas do IBGE, que no mês de abril a taxa de desemprego no Brasil fixou em 8,9%, o que representa cerca de 2,046 milhões brasileiros sem trabalho ou à procura de emprego. Isso sem contar os trabalhadores informais, que agora incluem os jornalistas deste que é o país do futuro. Será?

“A doutrina constitucional entende que as qualificações profissionais de que trata o artigo 5º inciso 13 da Constituição só podem ser exigidas em lei daquelas profissões que de alguma forma podem trazer perigo de dano à coletividade ou prejuízo direto de terceiros, sem culpa das vítimas, tais como a medicina e demais profissões ligadas a área de saúde”. Assim argumentou Gilmar Mendes, que foi o relator da seção, para revogar o diploma do jornalista apoiado de mais sete excelentíssimos ministros.

Outro raciocínio pífio foi que diploma de jornalista fere a Constituição Federal uma vez que a liberdade de expressão deve ser usufruída por todos brasileiros.

O pensador

O pensador

De fato! Um direito que todos que habitam nesta nação descoberta pelos portugueses é a liberdade de expressar suas ideias e opiniões livremente. Agora muito me estranha o argumento no nosso querido presidente da mais alta corte jurídica brasileira, Gilmar Mendes.

1º A doutrina constitucional não entende bodega nenhuma, quem entende são nossos ministros, que, aliás, de Habeas Corpus entendem muito bem. É ou não é tio Dantas? É ou não é pai Valério? É ou não é vô Veigas?

2º Eu achava que o jornalismo também levava dano à coletividade. Ao menos assim me parece quando é estampado nas capas dos jornais: “PF indicia Dantas e mais cindo do Opportunity”. “TFR rejeita trancamento da Castelo de Areia”. “STF exclui dez testemunhas do processo do Mensalão”. “Senado usou atos secretos para proteger presos pela PF”. Vai um Habeas Corpus aí?

A tá, entendi! Esse é o problema. De alguma maneira o jornalismo tem prejudicado os donos do Brasil e por isso caiu nosso diploma. Mas não pode! O STF é uma corte séria que sempre pensa no bem do povo brasileiro, principalmente se esse povo brasileiro esteja resumido em alguns branquinhos dos olhos azuis. Melhor: dos colarinhos brancos, vai! Vai um Habeas Corpus aí?

Mais tem o melhor de tudo isso. Já nos 40 minutos do segundo tempo depois de passar exatos sete semestres na dura cadeira que dói a bunda para me formar a fim de exercer a futura profissão era preciso fazer o temido Trabalho de Conclusão de Curso, o TCC, da ‘minha’ faculdade de jornalismo. Agora que até meu primo de oito anos pode ser jornalista e não preciso usar a reflexão para executar as tarefas características desse profissional, pra quê fazer TCC? Já sou um jornalista, cara. Olha que massa! Estou livre, parece que recebi um Habeas Corpus!

Por outro lado, é lógico que a profissão em questão de fato não depende de diploma, mas de qualificação pessoal tanto na escrita, quanto na fala, quando no diálogo, como na crítica. Agora, que essa decisão abre brecha para uma imensa desvalorização da categoria jornalista isso não se discute. Por isso que continuo oferecendo: vai um Habeas Corpus aí?

Publicado por: jsra | 19 19UTC junho 19UTC 2009

DO MUNDO VIRTUAL AO ESPIRITUAL

Depois de muito tempo cá estou eu para ”escrever” um post. Entretanto, o texto não é de minha autoria, mas de um Frei. Cujo título imposto a si é, pra mim, um tanto quanto discutível.

Freio Betto. Ele é um dos idealistas da Teologia da Libertação, escritor, jornalista, teólogo… O que ele escreveu (tema deste post) é uma das pouquíssimas coisas que concordo (não cheguei a 100% – e, sinceramente, espero não chegar!) com o frei. Lá vai!

Frei Betto

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.

Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: ‘Qual dos dois modelos produz felicidade?’

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: ‘Não foi à aula?’ Ela respondeu: ‘Não, tenho aula à tarde’. Comemorei: ‘Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde’. ‘Não’, retrucou ela, ‘tenho tanta coisa de manhã…’ ‘Que tanta coisa?’, perguntei. ‘Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina’, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: ‘Que pena, a Daniela não disse: ‘Tenho aula de meditação!’ Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: ‘Como estava o defunto?’. ‘Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!’ Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual.

Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais…

A palavra hoje é ‘entretenimento’ ; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: ‘Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!’ O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas…

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.

Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno…

Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald… Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: ‘Estou apenas fazendo um passeio socrático.’ Diante de seus olhares espantados, explico: ‘Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !”

Publicado por: jsra | 8 08UTC outubro 08UTC 2008

O caderno

Recentemente tive a felicidade de comprar o novo CD do Padre Fábio de Melo, Vida. O que mais me chama atenção é que esse padre tem um jeito interessante de falar sobre as metáforas que cercam nossa vida de forma simples, com exemplos do cotidiano que dificilmente percebemos, para que todos entendam, mesmo os que não tiveram a oportunidade de seguir uma carreira escolar básica. É interessante. Muitas pessoas têm preconceito porque é padre, Igreja, Deus e blá, blá, blá… Mas ninguém precisa ser dessa ou daquela religião pra ouvi-lo, basta dar oportunidade. É simples. É muito fácil falar que não gosto de ler Literatura, mas como posso chegar a esta conclusão se não leio Literatura?

Sobre o poema abaixo, ele complementa a música “Caderno”, composta por Toquinho e Lupicínio Rodrigues. Mas veja bem, existe uma composição e existe o poema, ok? Um complementa o outro! Mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. O problema é que não há indentificação do autor do poema no encarte do CD. Fica a dúvida se são o autores da letra, ou o padre Fábio, quem recita.

O CADERNO

“Eu não sei se você se lembra do seu primeiro caderno. Eu me recordo do meu. Com ele eu aprendi muita coisa. Foi nele que eu descobri que a experiência dos erros, ela é tão importante quanto a experiência dos acertos. Porque vistos de um jeito certo, os erros, eles nos preparam para nossas vitórias e conquistas futuras, porque não há aprendizado na vida que não passe pela experiência dos erros. Caderno é uma metáfora da vida. Quando os erros cometidos eram demais, eu me recordo que a nossa professora nos sugeria que a gente virasse a página, era um jeito interessante de descobrir a graça que há nos recomeços, ao virar a página, os erros cometidos deixavam de nos incomodar e a partir deles a gente seguia um pouco mais crescidos.

Você tem uma nova página. Reescreva sua história

Você tem uma nova página. Reescreva sua história

O caderno nos ensina que os erros não precisam ser fontes de castigos, erros podem ser fontes de virtudes. Na vida é a mesma coisa, o erro tem que estar a serviço do aprendizado, ele não tem que ser fonte de culpas, de vergonhas, nenhum ser humano pode ser verdadeiramento grande, sem que seja capaz de reconhecer os erros que cometeu na vida. Uma coisa é a gente se arrepender  do que fez, outra coisa é agente se sentir culpado. Culpas nos paralizam, arrependimentos não, eles nos lançam pra frente e nos ajudam a corrigir os erros cometidos.

Deus é semelhante ao caderno, ele nos permite os erros pra que a gente aprenda a fazer do jeito certo. Você tem errado muito? Não importa, aceite de Deus esta nova página de vida, que tem o nome de ‘hoje’, recorde-se das lições do seu primeiro caderno. Quando os erros são demais, vire a página.”

Publicado por: jsra | 23 23UTC setembro 23UTC 2008

O hospital sem médico

Depois de muito tempo, cá estou eu para escrever neste blog. E hoje com muita revolta!

Esse final de semana praticamente fiquei de molho na minha casa, sobretudo sexta e domingo. Meu pai viveu algo parecido, porém ficou de molho no domingo e no hospital. 

Na sexta ele sentiu fortes dores no lado inferior esquerdo da barrida e foi ao pronto-socorro Medial Saúde de Santo Amaro para ser tradado da bendita dor. Nós aqui de casa desconfiamos de pedra nos rins. Mas como não somos especialista da área da saúde deixamos o médico diagnosticar o problema. O médico que o antendeu, por sua vez, disse que não era nada de mais e passou um Buscopan para ele tomar e o liberou. Como quase tudo no Brasil o atendimento ao meu pai foi simples assim. Tipo: amo muito tudo isso, sabe?  

No sábado, o velho, teimoso que é, fez força física e no domingo já acordou ‘bixado’ de novo. “Jú acorda pra você levar o pai no médico porque ele tá sentido aquelas dores de novo”, disse-me minha irmã as 9h da madrugada do domingo. E lá vamos nós. Levanto da cama, troco de roupa, escovo os dentes, lavo o rosto, tiro a caranga da garagem e bora para o hospital/pronto-socorro, agora o Jaraguá ali em Moema.

Chegamos lá por volta das 11h. Meu pai, seu Félix, foi atendido logo em seguida. Aguardou no máximo 15 min. Até aí estava tudo ótimo. Eu até aproveitei para passar no clínico geral e pegar um remédio para minha garganta que estava ruim. Minha voz parecia a de um Urso. 

A drª que atendeu meu pai disse-lhe que parecia apenas dores musculares e deixou-o tomando soro. Mas como as “dores musculares” eram fortes e elas não passavam, a drª pediu um exame de tomografia. Até que enfim, doutora! Achei que ia mandá-lo para casa de novo e empurrar com a barriga novamente.

Mas aí começa o descaso. Esperamos no hospital mais 5 horas para fazer o bendito exame. Sabe por quê? Então vai saber agora! Porque não tinha médico, ou melhor, o operador do tomógrafo. Bacana isso. Aí, meu pai já com a bunda quadrada de tanto esperar resolveu falar com os enfermeiros sobre a demora. Enfim resolveram ligar para o operador. Corre daqui, corre dali, espera, levanta, senta, anda. Meu pai já estava inquieto. Quando, mais ou menos,  às 17h10 falaram que o operador ia demorar mais uma hora, ou seja, chegaria as 18h. Muito legal isso. Primeiro o cara chegaria às 16h. Depois de mais uma hora do tempo que era pra ele ter chego, portanto as 17h, nos falam que ele só chegaria as 18h. Eu tenho a leve impressão que isso chama-se omissão de socorro, mas tudo bem. Afinal eu não consigo entender como um hospital pode ter um equipamento mas não tem operador. 

Ahhh!!! Detalhe: o operador não estava lá porque domingo é dia de plantão e o plantão dele era ficar na parte da manhã, até umas 11h, no hospital Jaraguá, depois ir para outro hospital e apartir das 16h voltar para o Jaraguá. Tipo, o cara tinha que se virar em três. 

Ma graças a Deus que meu pai ainda conseguia andar, com dificuldade mas conseguia, falar e contar umas piadas. Moral da história: agente – minha mãe, meu pai e eu – ficou mais de 5 horas esperando para fazer um exame – meu pai sem comer nem beber nada. Como a demora foi tanta e não tinhamos uma certeza que quando o operador ia chegar, resolvemos ir embora e meu pai acabou não fazendo a tomografia. Cara, isso é muito batuta! Fantástico. Daqui a pouco os planos de Saúde, sobretudo o da Amesp do qual meu pai é conveniado, vão fazer um planfeto assim: Ei! faça seu plano de saúde, fique 5 horas sem comer nem beber nada esperando para fazer um exame. E de quebra você não conseguirá fazê-lo porque não temos operador de tomógrafo. E tudo isso por apenas XXX. Planos especiais para família. Aproveite!!! 

Hoje, segunda-feira, dia 22, ele voltou lá no Jaraguá para fazer o exame. Pra nossa surpresa, o equipamento está quebrado. Primeiro foi o operador, agora o equipamento. O coitado teve de ser transferido para o hospital Alvorada para fazer o bendito exame. E pior, ele chegou hoje no hospital Jaraguá umas 9h da manhã e entrou na sala do exame (do Alvorada) agora a pouco, umas 17h. Nossa! São 8 horas de espera, que somadas as 5 ou 6 de ontem, são apenas 13 horas esperando um exame de tomografia. Realmente a tecnologia hospitalar está num alto nível. E o atendimento também. Quando eu crescer quero trabalhar nesse hospital.

Publicado por: jsra | 15 15UTC julho 15UTC 2008

Ensino ou “encino”?

Esta é uma crônica que fiz como trabalho de redação jornalística. “Ensino ou ‘encino’?” tem como protagonista uma pessoa que muito amo e admiro: meu pai, além da gafe cometida pelo governo de São Paulo em distribuir um lote de apostila de inglês com erro de português. Parece estranho (inglês com erro de português), mas é verdade. 

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Eram seis quilômetros para chegar à escola. Seu pai não gostava que ele estudasse, dizia que o “encino” não o levaria a nada. O caminho da escola era envolto de aventuras. Com origem humilde, chegara a percorrer os seis quilômetros descalço para seu chinelo durar mais. Quando avistava um Jipe, a euforia tomava conta dele na esperança de ganhar uma carona. A estrada de terra possuía de um lado cana de açucar. Do outro também. Eram vacas e cavalos, casinhas de barro e fábrica de farinha de mandioca, canas e mais canas.

Todo obstáculo era remunerado pelo prazer de aprender. Queria sair da caverna, como recomenda Platão. O resultado, apesar de não ter completado o hoje ensino médio, é um homem inteligentíssimo, capaz de fazer cálculos ou fórmulas para cálculos em pouco tempo. Tudo bem que as fórmulas são feitas em programas de computador, mas há um fato importante que o difere de alguns: ele não fez curso de informática.

Naveguei num portal de notícias e li que um lote de apostila de inglês fornecida pelo governo do estado de São Paulo foi distribuída aos docentes da rede pública com erro de português. A palavra ensino estava grafada “encino”. Outra notícia numa folha de jornal de grande circulação também de São Paulo dizia que a maior parte dos melhores alunos não pretende se tornar professor. Diferente da Finlândia, país que tem um dos melhores índices em relação ao ensino, onde os melhores alunos querem seguir carreira acadêmica.

Ao voltar da escola, Felix tinha mais aventuras. O cenário era o mesmo. Mas a cada volta, seu sorriso é mais ardente. O ar de felicidade envolve aquele menino. Ao passo que a afeição de seu pai esmorecia por não ser entendido ao afirmar que o “encino” não o levaria a nada. Realmente, o “encino” não leva ninguém a nada, quem leva é o ensino, o conhecimento, o saber. A cada experiência, uma dádiva. A cada dávida, um sorriso.

Publicado por: jsra | 27 27UTC junho 27UTC 2008

Venha!!! Vista a camisa e faça parte das estatísticas

O ministro da saúde, José Gomes Temporão, anunciou a produção de máquinas de camisinha que serão colocadas em escolas públicas com a finalidade de distribuir preservativos para os estudantes e diz que vai servir para “educação sexual”, ahãm… A princípio serão produzidas 400 máquinas que serão instaladas em escolas públicas a partir do ano que vem. Ebbaaaaa!!!! A partir de 2009, o carnaval será durante o ano todo! ou melhor, durante o ano letivo!!!

Se bem que Carnaval (com “C” maiúsculo) já não é comemorado há muito tempo pelo simples fato de ser uma festa cristã. Já hoje de cristã não tem nada, ou quase nada.  Veja só. Em síntese, o carnaval existe para que o povo – principalmente os cristãos – comam muita carne durante os três dias da festa para quando chegar a quaresma (período que Jesus passou 40 dias no deserto e antecedente à páscoa) o povo ficasse de jejum do alimento nesse período. Por isso “carnaval” ou “festa da carne”.  Mas voltando à camisinha.

Muito se fala em educação sexual. Fala-se que ela deve ser incentivada e ministrada, sobretudo, nas escolas públicas para que os jovens não corram o risco de se contaminarem ou se tornarem pais muito cedo. Legal. Até esse ponto. No entanto, a educação sexual que normalmente é incentivada principalmente pelos orgãos públicos é assim:

A palestrante diz: “preciso de um volutário (a) aqui na frente”. Os alunos se olham espantados e vergonhosos. “Eu não, eu não. Vai você!”, diz um ao outro. Até que um um aluno(a) se levanta parecendo o Gladiador e responde: “Eis-me aqui, palestrante!!!” (vamos pegar como exemplo a aluna). “Muito bem! Não tenha medo, menina, pois um dia você pode precisar colocar uma camisinha e saberá como fazer”, diz a palestrante. “Agora pega a camisinha e coloca nesta banana”, continua. “Nooosssaaaaaa, palestrante, que bananão!!!” E os alunos vêem tudo como se fosse uma grande peça teatral de comédia. Riem tanto. Então a aluna gladiadora e muito aplicada cumpre a heróica e platônica missão de colocar a camisinha na banana. “Pronto, palestrante. Tá certo?”, pergunta. “Isso mesmo, aluna, você está de parabéns”, responde a palestrante.

Aí eu falo igual os ‘melhores do mundo’: “caraaaaaaaaaacas véio, ela conseguiu colocar a camisinha na banana!!!”, Ficaria até legal colocar aquela trilha do missão impossível de fundo: tã. Tã. Tã, tã, tã. Tã. Tã, tã, tã. Biruííí, biruííí.

“Pronto queridos alunos, agora vocês já podem sair por aí pegando todas ou todos, mas usem camisinha”, finaliza a palestrante. Parece comercial de cerveja: “beba com moderação, ou então essa: se for dirigir não beba”, é cada uma que me aparece!

Enfim, este é um exemplo de educação sexual que é incentivado nas escolas. O problema é que a palestrante não diz aos queridos alunos que a camisinha não é 100% segura. Tudo bem, ele diminui a possibilidade de acontecer algo inesperado, mas não é 100%! Ela [a palestrante] também não diz que um espermatozóide pode passar pelo latex da camisinha e fecundar a mulher. Resultado: uma gravidez inesperada. Agora para e pensa, olha essa. O vírus da aids é de 400 a 500 vezes menor que um, isso mesmo, 1 espermatozóide. Ora, se a mulher pode engravidar com a camisinha, porquê ela não pode se infectar com um vírus bem menor que a “protetora”? É triste, mas esses dados científicos – e não meus -não é educação sexual para muitas ong’s ligadas à educação sexual ou até mesmo para o governo, independente da esfera.

Essa educação que é proposta, ou melhor, que é enfiada goela abaixo, é tipo assim: “amo muito tudo isso”, entende? Só falta a assinatura: “organizações tabajara” tu dum, dum, dum! 

Só um detalhe: disse que o carnaval seria o ano todo porque essa medida, na minha opinião, só fará com que a mulecada tenha mais relação sexual e que, portanto, só aumentará as doenças e gravidez indesejada.

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