Recentemente tive a felicidade de comprar o novo CD do Padre Fábio de Melo, Vida. O que mais me chama atenção é que esse padre tem um jeito interessante de falar sobre as metáforas que cercam nossa vida de forma simples, com exemplos do cotidiano que dificilmente percebemos, para que todos entendam, mesmo os que não tiveram a oportunidade de seguir uma carreira escolar básica. É interessante. Muitas pessoas têm preconceito porque é padre, Igreja, Deus e blá, blá, blá… Mas ninguém precisa ser dessa ou daquela religião pra ouvi-lo, basta dar oportunidade. É simples. É muito fácil falar que não gosto de ler Literatura, mas como posso chegar a esta conclusão se não leio Literatura?
Sobre o poema abaixo, ele complementa a música “Caderno”, composta por Toquinho e Lupicínio Rodrigues. Mas veja bem, existe uma composição e existe o poema, ok? Um complementa o outro! Mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. O problema é que não há indentificação do autor do poema no encarte do CD. Fica a dúvida se são o autores da letra, ou o padre Fábio, quem recita.
O CADERNO
“Eu não sei se você se lembra do seu primeiro caderno. Eu me recordo do meu. Com ele eu aprendi muita coisa. Foi nele que eu descobri que a experiência dos erros, ela é tão importante quanto a experiência dos acertos. Porque vistos de um jeito certo, os erros, eles nos preparam para nossas vitórias e conquistas futuras, porque não há aprendizado na vida que não passe pela experiência dos erros. Caderno é uma metáfora da vida. Quando os erros cometidos eram demais, eu me recordo que a nossa professora nos sugeria que a gente virasse a página, era um jeito interessante de descobrir a graça que há nos recomeços, ao virar a página, os erros cometidos deixavam de nos incomodar e a partir deles a gente seguia um pouco mais crescidos.
O caderno nos ensina que os erros não precisam ser fontes de castigos, erros podem ser fontes de virtudes. Na vida é a mesma coisa, o erro tem que estar a serviço do aprendizado, ele não tem que ser fonte de culpas, de vergonhas, nenhum ser humano pode ser verdadeiramento grande, sem que seja capaz de reconhecer os erros que cometeu na vida. Uma coisa é a gente se arrepender do que fez, outra coisa é agente se sentir culpado. Culpas nos paralizam, arrependimentos não, eles nos lançam pra frente e nos ajudam a corrigir os erros cometidos.
Deus é semelhante ao caderno, ele nos permite os erros pra que a gente aprenda a fazer do jeito certo. Você tem errado muito? Não importa, aceite de Deus esta nova página de vida, que tem o nome de ‘hoje’, recorde-se das lições do seu primeiro caderno. Quando os erros são demais, vire a página.”
